Noite é regada a tempero baiano

22/10/2010

Junte 65 educadores em volta de uma mesa. Espalhe sobre ela potes com azeite de dendê, feijão fradinho, castanha de caju, camarão, pimenta. Adicione ao grupo um chef que entende do riscado. Pronto. A receita foi feita. Agora é degustar. Foi essa a sensação dos participantes da oficina gastronômica do Valeu, Professor 2010 no Mercado Municipal. Após aula magna sobre os mistérios da comida da terra de Jorge Amado, veio a hora ainda melhor: saborear os vatapás, os carurus e os acarajés saídos das mãos do mestre Márcio Brito.

Além de entender do riscado como ninguém, o chef conseguiu, com sua mescla alquímica de cheiros e sabores, matar a saudade de quem fincou pé aqui para ajudar a construir a Educação de São Paulo. Foi o caso da professora baiana Adejiane Lopes dos Santos, 35 anos, do CEI Sapopemba 3. "Viemos na aula para matar a saudade da terrinha", suspirou ela, que foi acompanhada por um grupo de professores amigos. "Enquanto o chef fazia as comidas, eu não via a hora de experimentar", disse a professora Daniela Oliveira Silva, 30 anos, do CEI Vila Constância. Com brilho nos olhos, acrescentou: "O sabor é delicioso".

A alquimia que vem das cozinhas não parou por aí. Os organizadores do Valeu, Professor 2010 também montaram oficinas de outros rincões e especialidades diversas. Quem circulou pelo Mercado Municipal pode participar também de aulas sobre como preparar um risoto com camarão e alho poró, teve iniciação em comida vegetariana, aprendeu os princípios do petit gateau e estendeu o conhecimento até a culinária mexicana. As aulas estavam previstas para terminar às duas da manhã.


 << Voltar