Paulistanos Ilustrados, Com Humor. Um passeio pela história da Cidade na Caixa Cultural.


Exposição de Paulo Caruso, traz personagens que fizeram a cidade São Paulo nos últimos 461 anos, em caricaturas e histórias muitas vezes trágicas, insólitas e na maioria, divertidas. Na Caixa Cultural, de 24 de janeiro a primeiro de março. Nesse mesmo período, no Conjunto Nacional, ilustres que dão nome às avenidas que atravessam a Paulista, em totens em tamanho natural e seus feitos na Paulicéia.
Dr. Arnaldo, Ramos de Azevedo, Joaquim Eugênio de Lima, Oscar Freire, Frei Caneca, Prestes Maia, Gabriel Monteiro da Silva, Brigadeiro Luiz Antonio e Asa White Billings integram a exposição Paulistanos Ilustrados, por Paulo Caruso, um presente para comemorar os 461 anos da cidade de São Paulo, que estará aberta ao público entre 24 de janeiro e 01 de março, na Caixa Cultural, na Praça da Sé, marco zero da cidade. A partir de cerca de 200 ilustrações, caricaturas e gravuras, com o traço e texto irreverentes do paulistaníssimo cartunista, o visitante poderá conhecer a história da cidade e dos personagens por trás de avenidas e monumentos famosos que identificam São Paulo. Entrada gratuita. Das 09 às 19 horas. Praça da Sé 111.
“Com a exposição, expresso meu amor pela cidade demonstrando que São Paulo é a síntese dos sonhos e ação de pessoas que ousam e realizam, não do árido concreto que ergue e destrói coisas belas”, explica o cartunista, arquiteto e caricaturista Paulo Caruso que anualmente premia a cidade comemorando dois aniversários no dia 25 de janeiro. O de São Paulo e de seu pai, o primeiro Paulo Caruso, nascido também no dia 25.
PERSONAGENS E SUAS HISTÓRIAS
A dificuldade de encontrar um carrasco que aceitasse enforcar o revolucionário Frei Caneca, que acabou sendo fuzilado; os desafios do multirracial Victor Brecheret para realizar sua obra prima, o Monumento às Bandeiras, enfrentando anos de burocracia e as peripécias do engenheiro canadense Asa White Billings para suprir o abastecimento de água da cidade no início do século XX são algumas das histórias curiosas que acompanham os personagens ilustrados por Caruso. Na exposição, o francês Victor Dubrugas e sua Ladeira da Memória e o amigo Ramos de Azevedo, que deu ares de metrópole à velha vila de tropeiros; Dr. Arnaldo, fundador da Faculdade de Medicina e o impagável Gimno Amleto Meneghetti, morto aos 99 anos depois de décadas escalando telhados dos endinheirados paulistas para roubar-lhes um pouco do luxo e riqueza. Sua última prisão, aos 90 anos, aconteceu nos telhados de uma casa na Fradique Coutinho, Vila Madalena, que hoje abriga a Livraria da Vila.

São personagens cuja própria história se confunde com a história e DNA de São Paulo e seu multiculturalismo inegável. Franceses, portugueses, gaúchos, ingleses, canadenses, mineiros, cariocas, pernambucanos e baianos, como Oscar Freire, que aos 18 anos formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo, onde foi catedrático com apenas 32 anos. Ou o italiano Giseppe Martinelli, biscateiro, açougueiro e trabalhador do Cais de Santos, que acabou sendo fabricante de navios e representante do Loide italiano no Brasil, antes de construir o famoso edifício Martinelli, com seus surpreendentes 25 andares, para 1929.

PAULISTANOS ILUSTRES
Simultaneamente, outra divertida crônica da cidade estará presente na Paulista. Afixadas nos totens/placas com a identificação das travessas que cortam a avenida, a caricatura dos personagens que deram origem aos nomes, como Pamplona, Joaquim Eugênio de Lima, ministro Rocha Azevedo. E no Conjunto Nacional, as historias e totens em tamanho original dos onze ilustrados, além dos edifícios da Gazeta, Museu de Arte de São Paulo e o próprio Conjunto Nacional, todos desenhados pela pena talentosa de Paulo Caruso. Realizada com o apoio da Prefeitura de Prefeitura de São Paulo, a exposição será aberta no dia 25 de janeiro, devendo se prolongar até dois de março.

PAULO CARUSO
Paulistano formado pela Faculdade de arquitetura da Universidade São Paulo, Paulo Caruso trabalhou em todos os grandes jornais e revistas do País. Manteve durante 25 anos sua coluna Avenida Brasil, na revista Isto é, cria os desenhos ao vivo do programa Roda Vida, Tevê Cultura, desde 1986, é músico e compositor, autor de 14 livros e possui trabalhos expostos no Museu da Sátira e Caricatura da Basiléia, Suiça, além de exposições na França, Portugal, Argentina e Estados Unidos. Recebeu vários prêmios entre os quais o de melhor desenhista do ano de 1991, pela Associação Paulista de Críticos de Arte e Salão Carioca de Humor.

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