Cacá Rosset e Christiane Tricerri autografam livro “Teatro do Ornitorrinco” no Festival de Teatro Ibero-americano

8 de março de 2010

OBRA SOBRE A TRAJETÓRIA DO TEATRO DO ORNITORRINCO TEM NOITE DE AUTÓGRAFOS NO FESTIVAL DE TEATRO IBERO-AMERICANO

 Lançado pela Imprensa Oficial, o livro “Teatro do Ornitorrinco” conta a história do grupo teatral mais inovador das últimas décadas. Debochado, crítico e extremamente criativo, o Ornitorrinco é um marco do teatro brasileiro há mais de trinta anos. A noite de autógrafos acontece dia 10 de março, às 19 horas, durante o Festival de Teatro Ibero-americano, no Memorial da América Latina.

Teatro do ornitorrinco

Org. Christiane Tricerri

Texto e entrevistas Guy Corrêa

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

524 páginas

R$ 185,00

 

 O grupo Ornitorrinco ocupa, há 32 anos, um lugar único no teatro brasileiro com suas encenações provocantes, lúdicas e inovadoras, cheias de deboche e efeitos pirotécnicos. “Teatro do Ornitorrinco”, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, conta a história do grupo a partir de depoimentos de fundadores, membros e ex-membros. O livro é um projeto de Christiane Tricerri – atriz emblemática da trupe, que também organizou o volume –, com textos e entrevistas de Guy Corrêa. Durante o Festival de Teatro Ibero-americano, haverá uma noite de autógrafos com a presença de Cacá Rosset e Christiane Tricerri, no dia 10 de março, às 19 horas, no Memorial da América Latina, em São Paulo – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664.

 

“Surgidos durante um regime nada favorável à livre expressão, donos de espontaneidade irreprimível e irreverência combinada com inteligência, seus integrantes souberam fazer uso do sarcasmo com maestria. Talvez por isso mesmo tenham provocado imediata identificação num público que via naquele palco eco e reflexo de um sentimento coletivo e, naquele contexto, a ironia parecia ser a arma perfeita”, escreve Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial, na apresentação do volume.

 

O grupo foi criado por Luiz Roberto Galízia, Cacá Rosset e Maria Alice Vergueiro em abril de 1977. Galízia e Rosset eram alunos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, enquanto Vergueiro era professora da mesma escola. Na época, o teatro não era mais o espaço de experimentação estética e de contestação política que fora na década de 1960. “Tinha o chamado teatrão, com peças comerciais ou o teatro alternativo, underground, que era, na minha opinião, muito confinado a guetos culturais”, recorda Cacá Rosset, o único fundador que ainda integra o grupo.

 

O Ornitorrinco sacudiu essa pasmaceira levando textos clássicos e de vanguarda aos palcos, com grandes doses de liberdade e humor. As idéias essenciais de Rosset são preservadas, mas elas convivem com alusões impiedosas à atualidade política e social e com um tom de comédia escrachada, em que referências ao circo são praticamente constantes. Assim, o Ornitorrinco estabelece uma relação antropofágica com os autores. A partir desses pressupostos, a companhia encenou peças de dramaturgos da envergadura de August Strindberg, Bertold Brecht, Molière, Shakespeare, Jean Cocteau, Federico García Lorca, Alfred Jarry, Georges Feydeau e Albert Boadella.

 

“Nós buscávamos uma reteatralização do teatro – isso foi algo muito importante que perseguiu a trajetória estética do grupo durante toda a sua carreira. A busca por um teatro antipsicológico, antinaturalista, antiaristotélico, antitelevisivo, antivoyeurista, buscando, exatamente, a reteatralização, a especificidade da linguagem teatral”, observa Rosset.

 

Organizado cronologicamente ao sabor das montagens da trupe, muitas delas memoráveis, o livro tem um vasto material iconográfico que reúne fotos de cena, croquis de cenários e figurinos, reproduções de programas de espetáculo, cartazes e críticas das peças publicadas pela imprensa. O livro ainda recupera a memória de figuras importantes do grupo mortos precocemente, como o ator e diretor Luiz Roberto Galízia (1952-1985) e o ator Chiquinho Brandão (1952-1991).

 Mais informações para a imprensa com Fabio Bahr e Ivani Cardoso (Lu Fernandes Comunicação e Imprensa) pelo telefone (11) 3814.4600

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