Acordo garante construção de novo centro de vacinas e medicamentos
Unidade será erguida em terreno cedido pelo estado em Santa Cruz
A presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Saúde e a Fiocruz assinaram ontem um acordo para construir, em Santa Cruz, um avançado centro de biotecnologia para processamento final de vacinas e biofármacos (tipo de remédio obtido por processo biológico). Com o novo empreendimento, o Brasil poderá quadruplicar a capacidade de processamento final de vacinas e biofármacos, para 600 milhões de doses por ano.
O governo estadual cedeu um terreno de 570 mil metros quadrados, onde será construído o Novo Centro de Processamento Final do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (NCPFI de Bio-Manguinhos/Fiocruz). Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a construção vai garantir a manutenção do Programa Nacional de Imunizações. Ainda de acordo com ele, o Brasil poderá entrar agora nos mercados global e regional.
Dilma e o governador Sérgio Cabral anunciaram ainda a cessão, para o estado, do antigo prédio do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Centro. A ideia é construir ali uma unidade especializada em neurocirurgias. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, o Hospital do Cérebro Paulo Niemeyer já começa a ser construído em dezembro e deve ser inaugurado em 2012. Ele afirmou que a unidade será equipada com máquinas de última geração e se tornará referência nacional no tratamento de doenças cerebrais.
Secretário: novo hospital vai desafogar unidades de saúde
Ainda de acordo com o secretário de Saúde, o hospital vai desafogar a rede de urgência, pois concentrará o tratamento de enfermidades como tumores, doenças vasculares e degenerativas, além de contar com um centro de epilepsia.
A presidente e o governador visitaram as novas instalações do Into, na Zona Portuária. O prédio, que abrigou o “Jornal do Brasil” até 2005, foi reformado para receber a unidade e está em atividade desde 22 de agosto. Na cerimônia que oficializou a inauguração do hospital, a presidente lembrou seu antecessor, o ex-presidente Lula, e afirmou que as novas instalações representam um salto de qualidade no serviço público.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também presente à cerimônia, o Into é um símbolo da nova fase pela qual atravessa a saúde pública no país. Ele afirmou que, com a mudança, a capacidade de fazer cirurgias do hospital aumentou em até três vezes. Segundo o ministro, a expectativa é que as seis mil cirurgias anuais feitas na antiga sede se transformem em 19 mil no novo prédio.
De acordo com o Into, o número de consultórios da instituição passou de 14 para 60. O número de consultas pulou de 102 mil por ano para 305 mil. O novo prédio tem ainda 255 leitos de internação e 48 de terapia intensiva, além de um centro de reabilitação com capacidade para 86 mil consultas por ano.


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