Manter Dentição perfeita até o fim da vida está mais próximo do que se pensa
A partir de células tronco já se conseguiu criar um dente completo in vitro e também implantar um dente criado in vitro na boca de um animal. Em curso no 27º Ciosp – Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, a professora Paula Trivelatto, da PUC-PR, falou sobre os avanços da pesquisa com células tronco na área odontológica.
Não está longe o tempo em que o ser humano conseguirá chegar ao fim da vida com todos os seus dentes. Melhor, em perfeitas condições. Pode parecer ficção científica, mas não é. Em 2007, um pesquisador já obteve sucesso ao criar um dente perfeito a partir de células tronco, in vitro. Também já se conseguiu implantar um dente criado in vitro na boca de um animal.
As pesquisas sobre células tronco estão avançando muito rapidamente. Na área odontológica, os primeiros estudos nesse sentido começaram a ser publicados no ano 2000 e, em sete anos, já se conseguiu criar um dente completo. “Estamos vivendo um momento histórico. A principal dificuldade nas pesquisas é controlar dosagens, proporções, para nortear a célula a seguir o caminho que queremos. É preciso entender exatamente quais as moléculas sinalizadoras, controlar forma, tamanho, função”, afirmou a professora Paula Cristina Trivelatto, da PUC-PR, em curso realizado nesta quarta-feira (28) dentro do 27º Ciosp – Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo. Mesmo assim, ela acredita que, em dez anos, já devem estar liberados os primeiros estudos clínicos, ou seja, em pacientes humanos. “Obviamente que, daí a chegar ao consultório vai um bom tempo.”
O grande desafio agora, segundo a professora, é conseguir não só restabelecer a morfologia, mas também a plena função do dente. ” Trata-se de implantar um novo dente, desenvolvido in vritro e ainda numa fase precoce e fazê-lo crescer normalmente a partir daí, numa terceira dentição, ou reparar pedaços perdidos de dente por cárie ou trauma. Sem que haja rejeição e com capacidade para exercer suas funções, explicou Paula Cristina.
Uma perspectiva e tanto se considermos que só no Brasil há, hoje, 30 milhões de desdentados.


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