Dicta & Contradicta traz entrevista inédita de FHC e outros ensaios
Destaque para a seleção feita por Nelson Ascher especialmente para esta edição da Dicta & Contradicta de 11 poemas inéditos em português de poetas húngaros modernos. Com 274 páginas, a revista traz ainda textos de ficção e não-ficção escritos por autores brasileiros e estrangeiros sobre filosofia, economia, cinema, literatura. O lançamento será no dia 4 de junho, às 19h30, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, em São Paulo, com uma palestra do economista Eduardo Gianetti da Fonseca.
Uma conversa franca entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente do Instituto de Formação e Educação, Guilherme Malzoni Rabello, sobre filosofia, política, pensamento (ou ausência de pensamento), arte, religião, vida e morte abre a terceira edição da revista Dicta & Contradicta, que chega agora às livrarias. Duas horas de confissões e reflexões do ex-presidente renderam uma entrevista de 18 páginas onde a análise do factual perdeu espaço para a discussão sobre o exercício da presidência e os problemas e pensamento contemporâneos no mundo. A Dicta & Contradicta foi lançada pelo Instituto de Formação e Educação em junho de 2008 – a revista é semestral – e esta nova edição, recorde, tem 274 páginas e está à venda em todo o país por R$ 22,50.
O lançamento será em São Paulo no dia 4 de junho, às 19h30, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos com uma palestra do economista Eduardo Gianetti da Fonseca, que discutirá o “quase não-pensamento” no Brasil levantado na entrevista por Fernando Henrique Cardoso.
A revista conta com seções fixas como Poema Traduzido e Conto Traduzido, sempre com textos inéditos em Português; Anatomia do poema, no qual o leitor é introduzido à arte da poesia a partir de grandes poetas e poemas; Sátira, que nesta edição traz texto de Saki, considerado um dos autores britânicos mais irônicos; O lançamento que não houve, resenha de uma obra importante que não foi editada no Brasil; Livros, com análises de obras brasileiras e estrangeiras, e ainda: Música,Artes Plásticas,Cinema,Literatura,Poema,Filosofia,Perfil eGênesis,além de ensaios diversos.
Entre os artigos deste terceiro número estão Em busca do equilíbrio, de João Pereira Coutinho, sobrepondo aqui o cientista político sobre o cronista na análise sobre o tema do conservadorismo, assunto que perpassa também a entrevista de Fernando Henrique Cardoso, e Avareza aqui e agora, escrito especialmente para a revista pelo professor do Institute for the Psychological Sciences e doutor pela Harvard, Michael Pakaluk, que se debruça sobre a atual crise econômica pelo ângulo da ética – e não político ou econômico.
Ao contrário das duas primeiras edições, a coluna Poema Traduzido traz 11 poemas selecionados pelo poeta, tradutor e ensaísta Nelson Ascher. Os poemas são inéditos e os autores cobrem todo o panorama da moderna poesia húngara do século XX, representados, aqui, por Endre Ady (1877-1919), Mihály Babits (1883-1941), Gyula Juhász (1883-1937), Dezsö Kosztolányi (1885-1936), Lörinc Szabó (1900-1957), Gyulla Illyés (1902-1983), Attila József (1905-1937), Miklós Radnóti (1904-1944), István Vas (1910-1991), Sándor Weöres (1913-1989) e György Somlyó (1920-2006).
A poesia brasileira também se faz presente com a publicação de obras do gaúcho Lawrence Flores Pereira retiradas do livro Engano especular, ainda inédito. Na seção Literatura, textos de Ivo Barroso sobre Fernando Pessoa; de Juliana P. Perez sobre Rilke; um artigo de Rodrigo Duarte Garcia intitulado Em defesa da aventura: de Homero a Conrad e outro de Odorico Leal chamado O Grande Gatsby sobre a obra de Scott Fitzgerald.
Em Anatomia do poema, o tradutor Pedro Sette Câmara comenta o tema poesia a partir dos textos Aos sócios da Nova Arcádia, de Bacage; Um jantar de barões: invocações, anônimo; Sogramigna, de Juó Bananère; A queda de Roma, de W.H.Auden; e Motivo, de Marco Catalão.
Há ainda resenhas de livros de autores brasileiros e estrangeiros assinadas por Nelson Ascher, Jonas Lopes, Pedro Sette Câmara, Martim Vasques da Cunha, Remo Mannarino Filho, Joel Pinheiro da Fonseca, Dionisius Valença, Bruno Garschagen e José Nivaldo Cordeiro.
Na seção O lançamento que não houve, o economista e bacharel em filosofia pela USP, Joel Pinheiro da Fonseca, escreve sobre The Ultimate Foundation of Economic Science, de Lwdwig von Mises, livro editado originalmente em 1962 mas sem tradução no Brasil.
Outro texto inédito publicado pela Dicta & Contradicta é Ressentimento e delação, do espanhol Gregorio Marañón Posadillo (1887-1960), pouco conhecido no Brasil mas uma das grandes figuras das letras espanholas. Além dos mais de 700 artigos de jornal e monografias científicas, publicou 30 livros de medicina, 18 de História e 11 classificados como de Pensamento. Destaque para Tibério (1939), em que faz uma “anatomia” do ressentimento; Amiel (1932), sobre a timidez; El Conde Duque de Olivares (1936), sobre o poder; Antonio Peres (1947), sobre a intriga e a traição política; e Don Juan (1940), sobre o ‘donjuanismo’.
Ainda nesta edição, ensaio de Túlio Sousa Borges sobre cinema, de Nicolau Cavalcanti sobre Van Gogh e de Victor Lazzarini sobre Stockhausen e a música eletroacústica. Na seção Sátira, a tradução de The Toys of Peace, do britânico Saki.
Mais informações para a imprensa com Maria Fernanda Rodrigues (Lu Fernandes Escritório de Comunicação) pelo telefone (11) 3814.4600


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