Coleção Palco Sur Scène publica três peças de Newton Moreno em português e em francês


Agreste, Body Art e A refeição foram as peças escritas pelo pernambucano Newton Moreno escolhidas para este novo volume da Coleção Palco Sur Scène, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Aliança Francesa e Consulado Geral da França no Brasil. O lançamento será nesta segunda-feira, 27 de abril, às 19 horas, na Casa das Rosas, em São Paulo.

Agreste / Body Art / A refeição
Newton Moreno
Coleção Palco Sur Scène
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Aliança Francesa / Consulado Geral da França no Brasil
Edição bilingue (português e francês)
R$ 22,00

Em 2004, o dramaturgo pernambucano Newton Moreno ficou conhecido ao vencer a categoria de melhor autor em dois dos principais prêmios brasileiros: o Shell e o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) com a peça Agreste, que integra, agora, a Coleção Palco Sur Scène. Outras duas peças de Moreno – Body Art, encenada no Teatro de Arena em maio e junho de 2004, e A Refeição, texto inédito resultado da oficina de dramaturgia ministrada pelo Royal Court Theatre em São Paulo (2004) e em Londres (2005) – também integram o livro que a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Aliança Francesa e Consulado Geral da França no Brasil lançam nesta segunda-feira, dia 27 de abril, às 19 horas, na Livraria Imprensa Oficial, na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37).

Com a missão de apresentar a diversidade das produções francesa e brasileira, a Coleção Palco Sur Scène já publicou textos de Bosco Brasil, Jean-Luc Legarce e Philippe Minyana. Lançada em 2006, é editada em português e em francês para promover o intercâmbio entre os dois países. Para marcar o Ano da França no Brasil, ainda estão programados novos títulos com peças de Rodrigo Roure, Bernard Marie Koltés e Michel Vinaver.

O adido cultural do Consulado da França no Brasil, Philippe Ariagno, comenta que o grande desafio é estimular os encontros entre autores e diretores franceses e brasileiros. “Ouviremos o estilo lapidado de Legarce com mais constância nos teatros brasileiros e os textos sulfurosos de Newton Moreno num teatro parisiense ou no Festival de Avignon?”, questiona-se. Ao colocar esses autores contemporâneos em evidência com a publicação de seus textos aqui e lá, ele espera dar a visibilidade e o reconhecimento que esses autores merecem.

Transformar peças em livros não é comum no Brasil e a coleção vem buscando preencher essa lacuna com textos inéditos de autores contemporâneos. O presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres, relembra as edições independentes feitas por Plínio Marcos vendidas por ele mesmo nas escadarias do Teatro Municipal. Cumprindo seu papel de preservar e publicar informações de interesse público, a Imprensa Oficial, além de ser coeditora desta coleção, é idealizadora da Coleção Aplauso, que traz peças de autores brasileiros e ainda roteiros de filmes e biografias de atores, atrizes, cineastas, produtores, dramaturgos.

Para Silvana Garcia, professora da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, que assina um dos textos de apresentação do livro, Newton Moreno é um autor corajoso. “Essa atitude transparece na escolha de seus temas e na elaboração de uma linguagem que busca conciliar a crueza que os temas exigem com a limpidez dos sentimentos que empresta às personagens”,justifica. “Ele desafia o pudor, ele manifesta sentimentos e ideias que costumam ser banidos sem indulgência pela sociedade-bem-comportada, esta sim indecente em sua hipocrisia e moralismo. Sua dramaturgia pode ferir com lâminas que desenham a cicatriz ou como mordida voraz que inicia o ritual”, escreve a professora.

O outro texto é de Marinilda Bertolete Boulay, coordenadora editorial da coleção, que escreve sobre Agreste, “peça construída a partir da noção de ignorância e horror”. “O sol é a verdade de Newton Moreno, sua cultura, sua família. Este poema dramático que nos é narrado e dançado embaixo de um velho cajueiro nos confirma que o humano pode ser grande e ter sotaque brasileiro”.

Newton Moreno
Nascido em Recife, formou-se bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp. É mestre em Artes Cênicas pela USP. Em 2001 encenou seu primeiro texto Deus sabia de tudo e não fez nada, que cumpriu temporada no TUSP e no Teatro Sérgio Cardoso entre 2001 e 2003. Seu texto Agreste, sob direção de Márcio Aurélio, com a Cia. Razões Inversas em São Paulo, ganhou o Prêmio Shell de Melhor Autor, assim como o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) na mesma categoria em 2004.

Recebeu a Bolsa Vitae de Artes em 2003 para realizar livre adaptação teatral do livro Assombrações do Recife Velho de Gilberto Freyre, levado aos palcos pelo seu grupo Os fofos encenam. Esse espetáculo ganhou o Prêmio Qualidade Brasil 2005 de melhor espetáculo, direção e ator na categoria comédia.

Desenvolveu com Antônio Rogério Toscano texto para espetáculo do Núcleo Experimental do SESI, com coordenação de Georgette Fadel: Santa Luiza passou por aqui com seu cavalinho comendo capim. Outros textos: The Célio Cruz Show, Jacinta, Ivan & Isabel e Berço de pedra.

É autor de Dentro, que participou da Mostra de Dramaturgia Contemporânea do SESI em 2002, e de Cicatriz é flor. Esses textos compõem o díptico do projeto dramatúrgico Body Art. Eles foram encenados no Teatro de Arena em 2004.

Mais informações para a imprensa com Maria Fernanda Rodrigues (Lu Fernandes Escritório de Comunicação) pelo telefone (11) 3814-4600

Voltar

Comentar

Enviar para amigos





Enviar para amigos

Imprimir

Assine nossa Newsletter

   Cadastrar meu e-mail   Descadastrar meu e-mail

Av. Pedroso de Moraes, 631/conj.111 | São Paulo | Brasil | CEP 05419-000 | 55 11 3814-4600 | escritorio@lufernandes.com.br