“À procura de um olhar” com fotos de fotógrafos franceses e brasileiros, terá lançamento em 25/04

23 de abril de 2009

Registros das cidades brasileiras realizados entre a década de 1930 e os dias atuais revelam um país que vai muito além da alegria e do exotismo. “À procura de um olhar – Fotógrafos franceses e brasileiros revelam o Brasil” é uma da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Pinacoteca do Estado e o lançamento será neste sábado, 25 de abril, às 11 horas, na Pinacoteca do Estado.

À procura de um olhar – Fotógrafos franceses e brasileiros revelam o Brasil
Vários autores
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Pinacoteca do Estado
168 páginas

Um país muito além do exotismo se revela pelo olhar de sete fotógrafos franceses de diferentes épocas e de mais três brasileiros contemporâneos. Longe do estereótipo do trópico feito de “alegria e prazer”, os trabalhos mostram uma sociedade repleta de nuances e sentimentos. “À procura de um olhar – fotógrafos franceses e brasileiros revelam o Brasil”, coedição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Pinacoteca do Estado, será lançado neste sábado, 25 de abril, às 11 horas, durante a abertura da exposição homônima, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. A obra e o evento fazem parte das comemorações do Ano da França no Brasil.

Três fotógrafos franceses, radicados no Brasil da década de 1930, têm importante papel na história da fotografia nacional e do registro fotográfico do país: Marcel Gautherot, Pierre Verger e Jean Manzon. Radicados no Rio de Janeiro, caso de Gautherot e Manzon, ou na Bahia, como fez Verger, eles chegaram a viajar por todo o país e eternizaram uma época que, ainda tranqüila, começava a se modificar como efeito do desenvolvimento econômico e da urbanização.

Não à toa, ao conceber uma exposição que marcaria os laços entre Brasil e França, a Pinacoteca partiu desse núcleo histórico: os três fotógrafos que, vindos cada um a seu tempo, chegaram a conviver e trabalhar juntos. Sem pertencer a esta mesma geração, Claude Lévi-Strauss foi incluído numa homenagem especial: o antropólogo realizou, como parte de sua pesquisa de campo que originaria, entre outros, o livro “Tristes trópicos”, registros valiosos dos índios brasileiros.Somaram-se ao projeto mais seis olhares, todos contemporâneos: três outros fotógrafos da França e outros três do Brasil.

Quase um século depois de Lévi-Strauss, Gautherot, Verger e Manzon, eles tiveram o desafio de visitar cidades brasileiras para revelar, cada um de seu jeito, aquilo que depreendem do país. Da França, vieram Antoine D´Agata, Burno Barbey e Olivia Gay. Do Brasil, integraram-se à mostra Luiz Braga, Mauro Restiffe e Tiago Santana, originários do Pará, São Paulo e Ceará, respectivamente.

“Ao reunir os fotógrafos que fazem parte desta mostra, nossa intenção é sinalizar como a história de uma cultura pode ser engrandecida pela presença de irmãos vindos de outras nações e que, no caso brasileiro, por aqui passaram, aqui viveram ou aqui ficaram”, afirma Marcelo Mattos Araujo, diretor executivo da Pinacoteca.

No que se refere ao trabalho dos franceses convidados para integrar a mostra, Mattos Araujo diz que a missão não era “descobrir como somos exóticos”, mas, sobretudo, “para sentir como os anseios e a emoção de um povo, suas dores, seus prazeres, podem se expressar na fotografia”. Na outra ponta, os fotógrafos brasileiros conferem outra dimensão à mostra: com eles, “percebemos como os personagens e as cidades que décadas atrás estavam no centro da nossa memória podem, agora, se olhar no espelho do tempo”, acrescenta o diretor executivo.

Diógenes Moura, curador de fotografia da Pinacoteca, explica o desafio encontrado para reunir tantos e tão múltiplos olhares: “Como seria possível um diálogo entre fotógrafos que por aqui passaram e viveram e outros que hoje vivem e trabalham em Paris, no Brasil e em muitas outras cidades do mundo? Como falar de um afeto entre dois países, França e Brasil, se dez fotógrafos pensaram e pensam tão distintamente um do outro? Há apenas uma saída: a de que as imagens que aqui estão nos conduzam pela via do sentimento, do tempo, da memória e da emoção”. O fio condutor foi, portanto, o afeto.

O lançamento marca as atividades programadas para o Ano da França no Brasil. Esta é a segunda obra editada pela Imprensa Oficial em consonância com o projeto de aproximação dos dois países, diz Hubert Alquéres, presidente da empresa. Em dezembro, Imprensa Oficial lançou seu calendário anual com fotos de São Paulo feitas por fotógrafos franceses. Outras obras estão programadas para 2009, incluindo a Coleção Palco Sur Scène, resultado da parceria entre a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Aliança Francesa e Consulado Geral da França em São Paulo.

Mais informações para a imprensa com Maria Fernanda Rodrigues (Lu Fernandes Escritório de Comunicação) pelo telefone (11) 3814.4600

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