A origem de expressões cotidianas na visão bem-humorada de Mario Prata


“Mas será o Benedito?”, terceiro livro de Mario Prata reeditado pela Planeta, apresenta uma interpretação bastante particular do autor para a origem de algumas da expressões mais comuns do dia-a-dia.

Sabe aquele náufrago que consegue resistir à água gelada e aos tubarões, nada quilômetros em mar aberto e, finalmente, quando chega à praia morre? Pois é, a expressão “morrer na praia” não tem nada a ver com isso, como pareceria óbvio. Praia é a capital de Cabo Verde, país que até 1975 pertencia a Portugal. O país europeu mandava para lá alguns prisioneiros que haviam participado de atos revolucionários. Quando isso acontecia, já se sabia: significava a morte, ou seja, “morrer na praia”. Essa é a explicação de Mario Prata para um dos 418 provérbios que fazem parte de Mas será o Benedito?, livro que a Editora Planeta está relançando (208 páginas, R$ 24,90).

A definição de cada uma das expressões é de autoria do próprio escritor, o que já é garantia de muitas gargalhadas. Ele diz que sempre teve curiosidade em conhecer a origem de algumas expressões, e descobriu que cada autor ou filólogo tem uma explicação diferente para cada uma delas. Por isso, resolveu dar sua “contribuição”. Com uma ressalva: apenas seis são “reais”, explicadas pelo historiador Câmara Cascudo.

Escrito originalmente em 1996, Mas será o Benedito? é o terceiro livro de Mario Prata reeditado pela editora Planeta neste ano. Os outros dois foram Diário de um magro – 15 anos num spa e Schifaizfavoire.

A propósito, “mas será o Benedito” tem origem, segundo Prata, em dois compadres do interior, Benedito, casado com Rosinha, e Oswaldo, solteiro, mas sempre de olho em Rosinha. No dia em que Benedito teve que viajar para a cidade, Oswaldo foi até a casa de Rosinha. De tanto insistir, conseguiu seduzi-la. Mas ela resolver tomar um banho antes, porque estava com muito calor. Enquanto esperava, Oswaldo foi para o quarto e ficou nu. Como era de se esperar, nesse meio tempo Benedito volta. Ao ouvir o barulho na porta, ele pensa: “Mas será o Benedito?”. Era. O restante dessa história só mesmo comprando o livro.

Sobre o autor
Mineiro de Uberaba, Mario Prata foi criado em Lins, interior de São Paulo; já adulto, mudou-se para a capital paulista e, para viver permanentemente num clima de spa após a passagem pelo spa que deu origem ao livro Diário de um magro, vive em Florianópolis há dez anos. Escreve para teatro (Cordão Umbilical, Besame Mucho), cinema (O Casamento de Romeu e Julieta), televisão (Estúpido Cupido, Helena), jornais e revistas. Entre seus best-sellers estão Schifaizfavoire, Minhas Vidas Passadas (a limpo), Minhas Mulheres e Meus Homens, Purgatório, Cem Melhores Crônicas, Sete de Paus e Os Viúvos. Com livros publicados e peças montadas em diversos países, já ganhou vários prêmios no Brasil e no exterior. Atualmente dedica-se à ; literatura policial, pesquisando e escrevendo a respeito.

Maiores innformações com:
Fábio Bahr (fabiobahr@lufernandes.com.br) Ivani Cardoso (ivanicardoso@lufernandes.com.br).

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