Vacina quadrivalente previne câncer de colo do útero
Fonte: Paraná - PR
Muitas pessoas já ouviram falar em HPV, porém poucas sabem descrever o que é a doença, seus sintomas e suas consequências. O papilomavírus humano é um vírus silencioso na maioria das vezes. Existem mais de 100 tipos de HPV e destes, aproximadamente, 30 tipos vão afetar homens e mulheres. Muitos deles são eliminados sem sequer a pessoa se dar conta que teve contato.
O vírus é o principal causador de câncer de colo de útero e também está ligado a tumores de pênis, ânus, boca e garganta. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, 500 mil mulheres no mundo sofrem de câncer de colo do útero e pelo menos 250 mil acabam morrendo.
No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença é a segunda maior causa por morte de câncer entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama. Está disponível, no País, a vacina quadrivalente contra HPV. É a primeira a ser utilizada para prevenção do câncer de colo do útero, lesões pré-cancerígenas e verrugas genitais causados pelo vírus. É importante destacar que visitar o ginecologista regularmente e fazer o preventivo (papanicolau) é fundamental. A vacina é autorizada para meninas a partir de 9 anos de idade, mas estudos indicam que uma população mais ampla pode se beneficiar da imunização. Confira algumas recomendações sobre o vírus.
Preservativo – O uso é medida indispensável de saúde e higiene não só contra a infecção pelo HPV, mas como prevenção para outras doenças sexualmente transmissíveis.
Imunização – A vacina quadrivalente é a primeira vacina para prevenção do câncer do colo do útero, lesões pré-cancerígenas e verrugas genitais causadas pelo papiloma vírus.
Administração – São séries de três injeções intramusculares em um período de seis meses. A segunda e a terceira dose devem ser dadas dois meses e seis meses, respectivamente, após a primeira dose.
Papanicolau – A vacina veio para agregar. Uma boa cobertura do exame papanicolau juntamente com uma vacinação terá uma maior efetividade de proteção. O exame é indicado mesmo que a mulher já tenha sido vacinada.
Motivos – a vacina não proporciona proteção contra todos os tipos de vírus que causam o câncer de colo de útero; algumas mulheres podem não tomar todas as doses necessárias, não obtendo assim o benefício total da vacina; existem outras doenças (clamídia, tricomonas, etc.) que são detectadas pelo papanicolau.
Infectadas – A mulher que teve um exame positivo para HPV não traduz que tem ou vai ter as lesões causadas pelo vírus. Na maioria das vezes, a mulher que entrou em contato com o vírus, poderá eliminá-lo, muitas vezes, sem saber que teve contato. Daí o benefício da vacinação.
Gestantes – A vacina não está recomendada para mulheres grávidas. Ela deve aguardar o final da gestação para ser imunizada.
Fonte: Cevacine – Centro de Vacinação


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