Vacina para gripe pode ter novo calendário
Fonte: O Liberal - PA
CRONOGRAMA – Proposta de novas datas foi feita pelo Evandro Chagas e será analisada
A vacinação contra a gripe comum no Norte do País deverá ganhar um calendário específico em breve. A proposta é do Instituto Evandro Chagas, que, com base na campanha nacional de vacinação contra a gripe A e levando em consideração a sazonalidade, defende uma campanha prévia de imunização contra o vírus Influenza, transmissor da gripe comum. O objetivo da instituição, que é referência em pesquisa e ações relacionadas a essa doença, é que a população dos Estados amazônicos possa ser medicada preventivamente e de forma mais eficaz.
A decisão sobre o assunto está em análise no Ministério da Saúde e abrange custos e ações, além de propor que seja colocada em prática dois calendários de vacinação contra a gripe no País: um deles diferenciado para as cidades da Região Norte, onde o período de chuvas é diferente das demais regiões, o que contribui para o aumento do número de casos de pessoas infectadas, como ocorreu com a pandemia de gripe suína.
A informação sobre a proposta do Evandro Chagas ao Ministério foi repassada ontem pela pesquisadora e diretora do instituto, Elisabeth Santos. Ela ressaltou que a vacinação, no Norte, acontece após as chuvas. Como a vacina é válida por um ano, ao se chegar ao novo período invernoso, propício a novos casos de gripe, quem foi vacinado dentro do calendário vigente já está fora da validação da dose, o que implica em nova exposição ao vírus.
ANTES
“O ideal, no nosso caso, aqui do Norte, é que a vacinação seja feita um pouco antes do período invernoso (primeiro semestre) na região, para que as pessoas fiquem protegidas contra a gripe”, afirmou Elisabeth Santos. A diretora observou que o Evandro Chagas tem defendido a proposta de um calendário regionalizado e independente de vacinação para os Estados do Norte do País, já que o chamado inverno amazônico ocorre em período diferente das demais regiões. De acordo com a pesquisadora, além de se posicionar sobre a efetivação, em breve, de dois calendários nacionais de vacinação, o Ministério da Saúde vai definir sobre o período de aplicação das duas doses da vacina contra a gripe pandêmica, responsável pela morte de 30 pessoas só esse ano.
O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), médico Renato Kfouri, afirmou que, de fato, a questão da sazonalidade é um problema a ser enfrentado pelo Ministério da Saúde. Ele defende a vacinação contra o vírus Influenza – não apenas o H1N1 – em períodos distintos entre os Estados cujo período chuvoso contribui para a incidência de casos da doença. “No caso do Pará, o mais indicado é que a vacinação seja feita a partir do mês de setembro e não em março, quando o clima é propício a ação viral”, justifica o especialista.


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