Prefeitura amplia serviços exclusivos para as mulheres
Fonte: Prefeitura.SP - SP
A Rede de Proteção à Mãe Paulistana é um dos principais programas de atendimento das necessidades do público feminino, e completa quatro anos nesta segunda-feira (08/03). Já foram 400 mil partos, 350 mil enxovais e 50 mil exames.
Maricleide Alves Tamaoki costuma freqüentar as aulas de ioga na Casa Brasilândia, na Zona Norte. Maria Eliete Martins Xavier Colen, moradora de Aricanduva, na Zona Leste, aguarda, ansiosa, a chegada do bebê e sabe que vai ganhar o enxoval do programa Rede de Proteção à Mãe Paulistana. Maria Ducineide Pinho de Souza, do Jardim Ângela, na Zona Sul, aprendeu a reciclar papel e obtém renda com essa atividade. Mulheres paulistanas têm atenção especial da Prefeitura e contam com numerosos programas de atendimento planejados para atender as necessidades do público feminino.
“O programa Rede de Proteção à Mãe Paulistana é o carro-chefe da nossa administração para o trabalho de valorização da condição feminina em todos os sentidos. Em relação a ele, até já cumprimos a meta de ampliar o número de consultas de pré-natal, que consta na Agenda 2012. A mulher tem uma atenção muito especial desta administração porque ela é a base da formação da família e da educação dos filhos. E ainda dá enorme contribuição com sua força de trabalho para a construção de uma cidade melhor”, ressalta o prefeito.
O programa, que completa quatro anos de existência nesta segunda-feira, dia 8, já fez mais de 400 mil partos e distribuiu mais de 350 mil enxovais. São mais de 9 mil partos a cada mês. E cerca de 50 mil exames de laboratório e ultra-sonografia. Com esse programa, é possível mapear os nascimentos nos hospitais públicos de São Paulo e quantificar todos os aspectos da saúde das mães paulistanas, explica Maria Aparecida Orsini de Carvalho, coordenadora-geral do programa. “O monitoramento foi o grande avanço que permitiu melhorar o atendimento de saúde em São Paulo. Para a mulher, significa tranqüilidade saber que tem hospital, exames e assistência garantidos, antes, durante e depois do parto”.
O leque de serviços exclusivos para as mulheres se amplia em toda a Cidade nas áreas da saúde, da assistência social, nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e nos programas relacionados ao trabalho e de geração de renda. Serviços que vão do acolhimento nas situações de violência à oferta de atividades de lazer e até podem redundar em profissão. Como no caso das mulheres do Jardim Ângela, na região de M’Boi Mirim, Zona Sul, que formaram uma cooperativa após participar de uma oficina de confecção de papel reciclado. Denominado Papel de Mulher, o grupo é integrado por nove mulheres e tem capacidade para produzir 300 cadernos por mês.
A idéia nasceu da parceria entre a Prefeitura e a Associação Santos Mártires no Projeto Empreendimento Escola Ângela de Cara Limpa. Ali são organizadas atividades diversas, entre elas a coleta e a seleção de recicláveis. O produto desse trabalho é adquirido pelas artesãs que aprenderam a confeccionar o papel reciclado, numa oficina realizada em 2006 para 25 mulheres, algumas atendidas na Casa Sofia, que presta auxílio para vítimas de violência doméstica.
O grupo que se uniu em cooperativa pode produzir, em meio dia de trabalho, aproximadamente 60 folhas de 60cm x 40cm para capas de agendas e blocos. Cada integrante recebe verba mensal do Programa Operação Trabalho, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho. Com o apoio de fundações privadas, pode finalizar o material feito sob encomenda. Agora, com o auxílio de um profissional de design, os modelos de capas estão sendo diversificados, ampliando as opções para comercialização.
Feliz com a nova profissão, dona Maria Ducineide Pinho de Souza, 44 anos, mal sabe assinar seu nome. Mas se sente uma artesã. Sorri quando é assim chamada, pois encontrou nessa atividade de reciclagem sua profissão. “Mudou minha vida. Eu nunca fiz nada, só trabalhava em casa. Agora, tenho trabalho e salário”.
Dona Maria Ducineide reflete a preocupação dos administradores da Capital com o desenvolvimento de programas diversos que não apenas atendam as questões essenciais, como também ofereçam opções para que as mulheres possam transformar suas rotinas e dar continuidade às suas atividades, sejam de caráter de sobrevivência ou emocional.
“O papel da mulher na sociedade é de imensa valia. Trabalhadoras, mães, esposas. Quanto mais programas e projetos forem criados para atender às necessidades delas, maior será a certeza de um futuro sólido para as novas gerações”, destaca a vice-prefeita e secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.


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