Lançada hoje (8) campanha para mobilizar trabalhadores da Saúde em torno da vacinação contra H1N1

9 de março de 2010

Fonte: Comunique-se - RJ, Maxpress Net - SP, Jornow - SP, Difundir - SP

Em uma ação inédita, entidades patronais e de trabalhadores da saúde uniram forças para promover uma campanha independente do governo para estimular uma política oficial: a vacinação contra o vírus H1N1. Lançada hoje (08 de março) no Coren – Conselho Regional de Enfermagem, em São Paulo, a campanha “Proteja-se e dê o exemplo” quer conscientizar cerca de um milhão de profissionais. “Os serviços da saúde têm índices baixíssimos de vacinação e esta ação do governo possibilitou a iniciativa das entidades”, afirmou Mário Bonciani, presidente do Nepes – Núcleo de Estudos, Pesquisas e Ensino em Segurança e Saúde do Trabalhador, fundado pelos sindicatos patronais dos hospitais privados e filantrópicos e estabelecimentos de saúde. Representantes de dez hospitais participaram do evento, que teve o apoio do Coren e da Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas do grupo Sanofi-Aventis.

Após atribuir a baixa imunização dos trabalhadores do setor à falsa sensação de imunidade, o presidente do Sindhosp – Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo, Dante Montagnana, frisou o papel estratégico dos enfermeiros como multiplicadores de informação, principalmente junto a técnicos e auxiliares. Para a vice-presidente do Coren, Cleide Mazuela Canavezi, é importante que todos “abracem a campanha”, por ser uma reivindicação antiga da categoria. “Antes, se fazia tudo em prol da população, mas pouco em favor do trabalhador de saúde”, disse.

Na visão da pesquisadora da Fundacentro, Erica Lui Reinhardt, as entidades e trabalhadores têm de se unir contra um inimigo comum: o H1N1. O diretor de base do Sinsaudesp – Sindicato dos Empregadores em Estabelecimentos de Serviços da Saúde, Geraldo Isidoro de Santana, lembrou que a vacinação protege não só os profissionais de saúde, como toda as população. Já o representante do Sindhosfil – Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e dos Hospitais Filantrópicos, Edson Ferreira da Silva, afirmou que as entidades têm de trabalhar para a campanha atingir funcionários da Capital e interior. “Várias ações não chegam às cidades menores”, disse. Hoje a Santa Casa de São Paulo possui 12 mil funcionários.

A diretora médica da Sanofi Pasteur, Lucia Bricks, doutora em Medicina pela USP, atribui a baixa cobertura aos falsos conceitos relacionados a eventos adversos da vacina. “É importante lembrar que a vacina não contém agente vivo, portanto não causa infecção”, ressalta. Na sua opinião, esses falsos conceitos levam até profissionais de saúde influírem negativamente na decisão do paciente de se vacinar. Para o restabelecimento da verdade é importante a educação do público leigo e dos médicos sobre os benefícios da imunização.

Ao ressaltar que durante a pandemia os serviços médicos ficam sobrecarregados, Lucia Bricks faz um apelo: “Se os profissionais que estão na linha de frente não se vacinam, o prejuízo à população será ainda maior, porque os doentes ficam afastados do trabalho por 3 a 5 dias, em média”.

Hoje se estima que no estado de São Paulo trabalhem cerca de um milhão de pessoas na área da saúde – desde funcionários dos setores administrativos até profissionais da área técnica (médicos, enfermeiros e engenheiros de saúde ocupacional). Para mobilizar todo este pessoal, a campanha usará quatro mil cartazes e 20 mil folhetos. Na Capital, a vacinação será realizada até 19 de março nos postos de saúde da Prefeitura e nos grandes hospitais e serviços de saúdes – Santa Casa de São Paulo, Hospital das Clínicas, Incor, Unifesp.

Informações para a imprensa com Nora Ferreira – Lu Fernandes Comunicação e Imprensa – 11 3814-4600

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