Johnny Alf vive
Fonte: Estado de Minas - MG
A morte de Alfredo José da Silva, o Johnny Alf, na última quinta-feira, deixa o Brasil um pouco mais pobre musicalmente, mas não inteiramente órfão do talento do autor de Eu e a brisa. Além da biografia que está sendo escrita pelo jornalista João Carlos Rodrigues para a coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, o compositor e cantor carioca é tema de um show da amiga Alaíde Costa. Depois de apresentações na rede Sesc, em São Paulo, o espetáculo poderá ganhar registro em disco. As informações são do produtor paulistano Nelson Valencia, que trabalhou com Johnny Alf por 18 anos. Segundo ele, o compositor não deixou material inédito. “Desde que ficou doente, ele dizia não ter mais inspiração para compor”, recorda Nelson.
O disco gravado por Alf em Nova York, em 2001, para o selo Malandro Records, que faliu, não deverá ser lançado. “A voz dele estava com pigarro; a gravação não ficou boa”, explica o produtor Nelson Valencia, salientando que a esperança é de que o show de Alaíde Costa seja gravado, pois uma gravadora já manifestou interesse.
Biografia – Extremamente reservado, o compositor e cantor tem dado trabalho ao biógrafo João Carlos Rodrigues, que sente dificuldades de encontrar material inédito sobre Johnny Alf. A passagem do artista por Ribeirão Preto entre as décadas de 1970 e 1980, por exemplo, é um verdadeiro mistério. Não há quem consiga revelar os motivos que o levaram a se estabelecer naquela cidade por certo período. Johnny era inteiramente sozinho, não tinha parentes.
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Autor de O negro no cinema brasileiro, entre outros livros, João Carlos foi responsável pela produção do videodocumentário Um retrato de Johnny, que, na década de 1990, gerou dois discos do artista: Cult Alf e Eu e a bossa. Além da extensa entrevista que realizou com o artista, de quem se tornou amigo, o jornalista contou com a colaboração de amigos e fãs para aprofundar a pesquisa.


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