Comunidade local vai celebrar data
Fonte: Jornal da Cidade - SP
A colônia oriental, apesar de não manifestar a mudança no calendário lunar (que rege datas e signos no modo chinês, prestes a entrar no ano 4.708) tradicionalmente brinda a chegada do novo ciclo com confraternizações familiares. “É semelhante ao Natal aqui, uma comemoração que acontece mais em casa, com a reunião da família”, descreve o comerciante e universitário Min Wang, de 22 anos.
Natural de Taiwan e radicado com os familiares em Bauru desde 1999, o jovem, apesar de quase não ter sotaque oriental, mantém a fluência no mandarim (idioma chinês) ao se comunicar com parentes ou outros integrantes da colônia. Da mesma forma, ele conta que segue ambos os calendários.
No caso da marcação de datas gregorianas, o estudante detalha que é inevitável, já que todos os compromissos de trabalho e estudos estão vinculados a ele. “O chinês a gente usa mais para as datas importantes na China, como dias festivos, feriados”, diferencia.
Entre os rituais que os familiares de Wang, caçula de dois irmãos, mantém mesmo no Brasil, além do encontro dos parentes durante a passagem, é a entrega de mimos, caracterizados por quantias de dinheiro dentro de envelopes de ano-novo aos mais jovens. No caso de Min, o ano-novo, lembra bem humorado, sempre começou gordo. “Sou o caçula não só em comparação a meu irmão, mas de toda minha família. As vezes pode dar um bom dinheiro”, detalha.
O envelope vermelho, que, basicamente, significa prosperidade, também é utilizado por comerciantes na China em outra tradição. Durante a Dança do Leão (manifestação popular presente em diversas celebrações, mas principalmente no ano novo, junto à Dança do Dragão) quem participa do ritual, embaixo das vestes que simbolizam os animais, no caso o leão, tenta pegar o envelope colocado em locais mais altos o possível dentro do estabelecimento. Ao se alcançar o objeto, está cumprido o ritual para trazer boa sorte.
Sobre a festa, no Brasil, Min ressalva que, diferentemente de Taiwan, não é apenas entre membros de uma mesma família, mas sim também entre outros membros da comunidade chinesa, independentemente a parentesco.
“Como estamos todos longe de nosso país, quem é de nossa terra acaba meio que sendo familiar também”, justifica, ilustrando ainda que as confraternizações, por tradição, devem sempre ocorrer em mesas redondas e sempre são acompanhadas por pratos típicos, entre eles os tradicionais bolinhos de arroz. Xin Nian Le (Feliz Ano Novo!).
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Liberdade sedia grande festa
Tradicional reduto oriental encravado no centro da Capital paulista, o bairro da Liberdade, ao contrário do imaginado por muitos, não conserva apenas os costumes da cultura nipônica. Neste final de semana, desde ontem, as principais ruas do bairro, principalmente a Praça da Liberdade (em frente ao metrô Liberdade), são tomadas por diversas demonstrações culturais (dança, folclore e culinária) da China, com direito às indispensáveis danças do Leão e Dragão. O evento é organizado pela JCI Brasil-China, entidade internacional que congrega jovens com amissão de difundir e promover a integração cultural entre os dois países. Mais informações sobre a tradicional comemoração no bairro paulistano podem ser obtidas pelo site www.anonovochines.com.br.


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