Cartas de Leitores


Fonte: Valor Econômico - SP

Praticagem

Na edição de 3/10, a matéria “Copa serve como pretexto para governo modernizar portos” citou números equivocados sobre o serviço de praticagem no Brasil, a partir de levantamento feito pela Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar).

Os valores cobrados pelos serviços de praticagem no Brasil são compatíveis com os de países com estrutura operacional semelhante, tendo sido inadequadas as comparações. Em Port Said, não ocorre propriamente navegação de praticagem ou manobra de atracação. O mesmo se passa em Santorini, na Grécia. O que no Brasil também ocorre, não em Santos, mas em áreas devidamente comparáveis àquelas, como Búzios ou Cabo Frio, onde os navios apenas fundeiam, sem utilizar prático, e têm, portanto, custo zero de praticagem. Entre portos e economias de mesmo perfil não há diferença de preços que chegue perto dos 3.000% sugeridos pela Abremar. Sobre os valores no porto de Santos serem mais altos que em alguns portos da amostra, isso vai depender de uma série de fatores geonaturais, das condições dos navios, do tráfego existente e dos elementos de apoio disponíveis.”

Sergio Brandão – Ass. Imprensa do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra)

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