A eterna Tupi


Fonte: JB Online - RJ

Jornal do Brasil

» Leia no JB-Premium

O povo carioca ficou conhecido pela personalidade criativa, espontânea e chegada a improvisações, e foi exatamente com esse espírito que nasceu a primeira emissora de televisão da cidade, homenageada no caprichado livro TV Tupi do Rio de Janeiro – Uma viagem afetiva (Coleção Aplauso, R$ 30), lançado segunda-feira. Escrita pelo do jornalista e ator Luís Sérgio Lima e Silva, a obra reúne dezenas de fotos históricas e depoimentos com 18 personagens responsáveis pelo sucesso da empresa, fundada há 60 anos por Assis Chateaubriand, apelidado pelo autor de “grande cacique da Taba Tupi”.

– A Tupi paulista nasceu em setembro de 1950, e a carioca, quatro meses depois – conta Lima e Silva. – Seria natural que se copiasse o que já estava sendo feito em São Paulo, mas não foi assim. No Rio, houve um caldeirão de influências que vinham do rádio, de artistas do teatro de revista, do teatro contemporâneo da época, do cinema, do meio intelectual… E, assim, nasceu um estilo próprio, diferente do caráter mais austero de sua predecessora.

A emissora começou na Avenida Venezuela, 43, na Praça Mauá, em 20 de janeiro de 1951, quando ainda não havia televisores para vender. Chateaubriand, então, espalhou dez aparelhos de TV em pontos estratégicos da cidade, entre eles o Largo da Carioca e a Praça 15. Ainda não havia departamento comercial, e as agências de publicidade interferiram diretamente na programação, viabilizando o negócio com verbas das grandes empresas. O Telejornal Brahma , por exemplo, foi o primeiro noticioso da casa, substituído em 1952 pelo emblemático O seu repórter Esso .

Entraram também para a história da televisão programas como Teatrinho Kibon , Calouros do Ary , com Ary Barroso, A história do Teatro Universal , Tal pai, tal filha , com Bibi Ferreira e seu pai, Procópio Ferreira, além da atração encabeçada por Carequinha, o primeiro p alhaço a pisar no picadeiro da TV.

– Ele não tinha nem auditório, no começo – lembra o autor, que teve no palhaço seu primeiro ídolo. – Mas disse logo que não poderia fazer aquilo sem plateia e foi botando umas cadeiras no estúdio.

Logo, logo (ou mais precisamente três anos depois), o espaço ficaria pequeno para o sucesso da atração.

– Os programas não cabiam mais naquela sala da Venezuela – frisa Lima e Silva. – Havia uma coluna que aparecia sempre, em todas as atrações. O cenógrafo Pernambuco de Oliveira, às vezes, tentava esconder ( risos ).

Voltar

Comentar

Enviar para amigos





Enviar para amigos

Imprimir

Assine nossa Newsletter

   Cadastrar meu e-mail   Descadastrar meu e-mail

Av. Pedroso de Moraes, 631/conj.111 | São Paulo | Brasil | CEP 05419-000 | 55 11 3814-4600 | escritorio@lufernandes.com.br